A contribuição da assessoria pedagógica na 9ª Diretoria Regional de Educação em Currais Novos
Nesta produção, Elba Alves da Silva sistematiza a experiência de acompanhamento pedagógico desenvolvida pela 9ª Diretoria Regional de Educação (9ª DIREC) nas escolas públicas pertencentes à região. Longe de ser um manual prescritivo, a autora materializa uma práxis formativa que transforma a assessoria pedagógica em uma ferramenta colaborativa, comprometida com a equidade e a qualidade social da educação.
Estruturado em dez capítulos, o percurso teórico-metodológico proposto pela autora aborda: a conceituação do acompanhamento pedagógico como mediação entre políticas e práticas; as dimensões técnica, formativa e relacional da assessoria; a função estratégica da coordenação pedagógica como liderança transformadora; a relação entre planejamento e formação docente continuada; reflexões sobre os sentidos do ensinar e do aprender no campo curricular; instrumentos práticos para avaliação profunda da aprendizagem; a formação como processo de escuta e reinvenção; o ciclo de acompanhamento (Planejamento, Visita, Devolutiva e Ação); a análise do currículo como campo de luta e democratização; e a sistematização dos aprendizados construídos na experiência.
Destinada a gestores escolares, coordenadores pedagógicos, assessores educacionais e pesquisadores, esta obra oferece fundamentação teórica, instrumentos práticos replicáveis e o testemunho de que é possível construir redes de apoio pedagógico que fortalecem a autonomia das escolas, valorizam o saber docente e lutam pela garantia do direito à aprendizagem de todos os estudantes.
Assim, esperamos que este livro possibilite um encontro com a prática de assessoramento pedagógico a partir das lentes da educadora supracitada, além de estabelecer um diálogo que possa edificar novos caminhos, contribuindo para a solidificação da assessoria pedagógica. Desejamos que tenham uma leitura prazerosa e construtiva.
Leia os capítulos separadamente
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Existe uma máxima que afirma que: “ou publica ou perde”. Nesse sentido, é óbvio que a relação entre agir e escrever é necessária enquanto registro de um povo letrado, que passa os achados e conquistas uns aos outros, além da tradição oral. Em verdade, quase tudo que se publica é o reflexo ou o resultado do que se realiza enquanto pesquisador, cientista e, no nosso caso, como profissional, constitui-se modo de refletir sobre o trabalho realizado, partilhando boas ideias e servindo de luz para o caminhar de outros profissionais. A palavra escrita completa a palavra falada. Ambas induzem à ação. Tem razão o Pe. Antônio Viera. Assim, a palavra pode semear, fundar a ideia, mas para colhê-la, viver, agir é preciso, e mais ainda partilhar com outros.
De acordo com essas reflexões, este e-book compila relatos de experiências em boas práticas das escolas circunscritas a 9ª Diretoria Regional da Educação e da Cultura (9ª DIREC) que se compõe por: Currais Novos, Cerro Corá, Lagoa Nova, Tenente Laurentino, Florânia, São Vicente, Acari, Cruzeta, Parelhas, Carnaúba dos Dantas, Santana do Seridó, Equador. Definimos o Percurso Formativo 2020-2021 da 9ª DIREC em meio aos desafios impostos pela pandemia da COVID-19. De forma brusca e inesperada, com a circulação do novo coronavírus, todos tivemos que ficar em casa, em isolamento, o que gerou muitas incertezas e dúvidas de como seriam os próximos dias. Durante esse período, todos nós da Educação criamos novos fazeres pedagógicos e nos recriamos, coletivamente, ao buscar estratégias diferentes e ressignificadas para as respostas aos desafios que se descortinavam. Esse passado ainda não está acabado. Estamos em 2022 e ainda vivenciamos boa parte de todas as incertezas que a volatilidade deste século e do mundo atual nos expõem. Aqui, neste E-book, temos as nossas narrativas sendo vividas nesse novo tempo histórico.
A partir do contexto situado, muitas das questões sobre a crise da escola afloraram em um processo mais alargado temporalmente, e ainda atualmente, nesse início de 2022, a tensão da aceleração de seu processo no tempo histórico nos atravessa diariamente, ajudando-nos a construir novos sentidos para nossa vida, para o trabalho, para a escola e a para nossa atuação como sujeitos sociais e históricos. Cada um de nós é constituído de história, de experiências, de fragmentos das nossas memórias.
O movimento de escrever sobre essas vivências da escola é uma forma de nos reencontrarmos com essa história inédita, revisitar caminhos percorridos e vividos que foram fundamentais para nos tornarmos o que somos hoje. Deixamos o nosso registro, posto que a escrita eterniza e imprime a nossa marca na história. A pandemia ampliou nossas relações, os nossos diálogos, os nossos encontros: remotos ou presenciais, síncronos ou assíncronos. As noções temporais foram relativizadas, e a percepção das múltiplas temporalidades, nas quais se inscrevem os eventos, legitima o seu sentido como um passado que permanece, assola o presente e transita entre superações e resistências em um movimento que permite vislumbrar temporalidades múltiplas em um só objeto de estudo: a escola, os seus sujeitos e a nova forma de fazê-la, com ações, muitas vezes controversas. O fato é que, em âmbito local, regional ou global, a Educação Escolar dificilmente começará algo do zero, e isso mudará radicalmente os seus rumos.
Vamos refletir o movimento de ação-reflexão-ação como processo formativo durante a trajetória da execução das atividades não presenciais e até presenciais. Desejamos a todos uma ótima leitura e que a nossa marca aqui deixada contribua para novos fazeres na escola pública. Somos esse público resiliente!
Palavras-Chave: Ensino remoto. Contexto pandêmico. Currículo.
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TRAVESSOAS DE UM SERTANEJO
O livro conta a história de um menino filho de um agricultor que até seus 6 anos de idade viveu no seio familiar na zona rural em harmonia com a natureza. Perdeu o pai e a partir desse fato vivenciou as maiores adversidades possíveis.
Um pequeno camponês que se vê obrigado a deixar o campo e migrar para a cidade a procura de sua sobrevivência e dos seus familiares.
Sua história é de muita luta, desde a perda do seu pai até os trabalhos que se submetia para adquirir o seu sustento e dos demais irmãos.
Mesmo indo tardiamente a Escola, viu naquele ambiente, uma oportunidade de mudança de vida. Sempre intercalou suas responsabilidades familiares (carregar água, realizar mandados de prostitutas e etc.) com os estudos e apesar da dificuldade, conseguiu se tornar um vencedor e hoje, se orgulha de chegar onde chegou.


