SENTIDOS ATRIBUÍDOS POR LICENCIANDOS DO IFRN AO PROGRAMA RESIDÊNCIA PEDAGÓGICA: CAMINHO QUE SE FAZ CAMINHANDO ENQUANTO SE CAMINHA
O que esta obra oferece à comunidade científica e acadêmica não é uma simples comparação entre dois programas formativos, mas uma reflexão sobre as condições materiais, históricas e ideológicas que moldam a maneira como futuros professores significam sua própria formação. As análises aqui reunidas evidenciam, por exemplo, como a imersão prolongada proporcionada pelo Programa Residência Pedagógica favorece a construção de uma identidade docente mais consolidada, ao mesmo tempo em que expõe as fragilidades de um Estágio Supervisionado que, embora curricularmente obrigatório, oferece um contato mais breve e menos aprofundado com a realidade escolar. Mas o trabalho não se limita a essa constatação pois avança na discussão das contradições presentes nas próprias diretrizes oficiais que regulam esses Programas, muitas vezes atravessadas por um arcabouço ideológico que privilegia interesses distantes das necessidades reais da prática educativa.
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O manuscrito eletrônico intitulado “Por uma Pedagogia do Desenvolvimento Humano”, vinculado ao curso de Pedagogia da Faculdade do Maciço de Baturité (FMB), por meio da Educação a Distância (EaD), na cidade de Ielmo Marinho no estado do Rio Grande do Norte (RN). O livro online tem como foco contribuir para a divulgação de resultados de pesquisas científicas na área das ciências da educação.
Sistematizado para socializar pesquisas realizadas no intervalo entres 2021 e 2022, possui caráter interdisciplinar, multidisciplinar e transdisciplinar, ao receber contribuições de diversas áreas e campos de saberes. O manuscrito disponibiliza por meio de versão eletrônica acesso internacional e gratuito para as ideias relacionadas ao campo da educação. O livro “Por uma Pedagogia do Desenvolvimento Humano” possui 10 (dez) capítulos que abordam diversos temas em torno da Pedagogia.
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Existe uma máxima que afirma que: “ou publica ou perde”. Nesse sentido, é óbvio que a relação entre agir e escrever é necessária enquanto registro de um povo letrado, que passa os achados e conquistas uns aos outros, além da tradição oral. Em verdade, quase tudo que se publica é o reflexo ou o resultado do que se realiza enquanto pesquisador, cientista e, no nosso caso, como profissional, constitui-se modo de refletir sobre o trabalho realizado, partilhando boas ideias e servindo de luz para o caminhar de outros profissionais. A palavra escrita completa a palavra falada. Ambas induzem à ação. Tem razão o Pe. Antônio Viera. Assim, a palavra pode semear, fundar a ideia, mas para colhê-la, viver, agir é preciso, e mais ainda partilhar com outros.
De acordo com essas reflexões, este e-book compila relatos de experiências em boas práticas das escolas circunscritas a 9ª Diretoria Regional da Educação e da Cultura (9ª DIREC) que se compõe por: Currais Novos, Cerro Corá, Lagoa Nova, Tenente Laurentino, Florânia, São Vicente, Acari, Cruzeta, Parelhas, Carnaúba dos Dantas, Santana do Seridó, Equador. Definimos o Percurso Formativo 2020-2021 da 9ª DIREC em meio aos desafios impostos pela pandemia da COVID-19. De forma brusca e inesperada, com a circulação do novo coronavírus, todos tivemos que ficar em casa, em isolamento, o que gerou muitas incertezas e dúvidas de como seriam os próximos dias. Durante esse período, todos nós da Educação criamos novos fazeres pedagógicos e nos recriamos, coletivamente, ao buscar estratégias diferentes e ressignificadas para as respostas aos desafios que se descortinavam. Esse passado ainda não está acabado. Estamos em 2022 e ainda vivenciamos boa parte de todas as incertezas que a volatilidade deste século e do mundo atual nos expõem. Aqui, neste E-book, temos as nossas narrativas sendo vividas nesse novo tempo histórico.
A partir do contexto situado, muitas das questões sobre a crise da escola afloraram em um processo mais alargado temporalmente, e ainda atualmente, nesse início de 2022, a tensão da aceleração de seu processo no tempo histórico nos atravessa diariamente, ajudando-nos a construir novos sentidos para nossa vida, para o trabalho, para a escola e a para nossa atuação como sujeitos sociais e históricos. Cada um de nós é constituído de história, de experiências, de fragmentos das nossas memórias.
O movimento de escrever sobre essas vivências da escola é uma forma de nos reencontrarmos com essa história inédita, revisitar caminhos percorridos e vividos que foram fundamentais para nos tornarmos o que somos hoje. Deixamos o nosso registro, posto que a escrita eterniza e imprime a nossa marca na história. A pandemia ampliou nossas relações, os nossos diálogos, os nossos encontros: remotos ou presenciais, síncronos ou assíncronos. As noções temporais foram relativizadas, e a percepção das múltiplas temporalidades, nas quais se inscrevem os eventos, legitima o seu sentido como um passado que permanece, assola o presente e transita entre superações e resistências em um movimento que permite vislumbrar temporalidades múltiplas em um só objeto de estudo: a escola, os seus sujeitos e a nova forma de fazê-la, com ações, muitas vezes controversas. O fato é que, em âmbito local, regional ou global, a Educação Escolar dificilmente começará algo do zero, e isso mudará radicalmente os seus rumos.
Vamos refletir o movimento de ação-reflexão-ação como processo formativo durante a trajetória da execução das atividades não presenciais e até presenciais. Desejamos a todos uma ótima leitura e que a nossa marca aqui deixada contribua para novos fazeres na escola pública. Somos esse público resiliente!
Palavras-Chave: Ensino remoto. Contexto pandêmico. Currículo.


