A EDUCAÇÃO PROFISSIONAL EM CAMINHOS DE OUTRAS VIAS: SENTIDOS QUE NORTEIAM A FORMAÇÃO PROFISSIONAL OFERTADA PELA ESCOLA PÚBLICA DE TRÂNSITO (EPTRAN/RN)
Encerrando o percurso de pesquisa, escrita e reflexão, fica evidente que a pesquisa apresentada neste e-book é mais do que um estudo acadêmico sobre a formação profissional no contexto da Escola Pública de Trânsito do DETRAN/RN. Ele é também um testemunho de que a investigação científica pode – e deve – dialogar com as vivências, os afetos e as histórias de quem a conduz.
Ao longo das páginas, as autoras transitaram entre a objetividade dos dados e a subjetividade das experiências, entre a análise rigorosa das normativas e o olhar sensível para as pessoas que constroem, cotidianamente, a prática educativa para o trânsito. Essa fusão de dimensões revela que pensar a educação profissional para o trânsito é pensar, antes de tudo, sobre gente: seus modos de viver, trabalhar, se deslocar e conviver nas vias.
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Na diversidade destes escritos, é possível debater sobre a educação de forma integral, além de exaltar discussões sobre as nuances relacionais do corpo, da mente e do saber acadêmico e das ciências. Em razão disso, a valorização das ciências, a imersão no psíquico humano e a educação escolar apresentam-se como pauta unificada e indissociável nos textos aqui compilados. Assim, reunindo pesquisadores de todo o país e de instituições de ensino nacionais, os textos a seguir abordam os gêneros Artigos científicos ou Relatos de experiências.
Portanto, é com satisfação que o grupo de Pesquisa Observatório da Educação Pública convida à leitura dos trabalhos mais bem avaliados, cujos autores participaram do III Simpósio Online de Educação.Palavra-chave: Educação não-formal. Cidadania. Adolescentes.
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A questão de fundo desse estudo é a discussão sobre as causas da evasão no ensino superior, a partir da compreensão do cotidiano da socialização acadêmica, considerando o processo de aprendizado dos conhecimentos do curso como inseparável da experiência de convívio e apoio entre os próprios estudantes. Com uma abordagem qualitativa, com uma abordagem com inspiração etnográfica e impressionista, com elementos da sociobiografia da autora, se fez uma pesquisa que com os estudantes dos cursos de Química, de Física e de Estatística, pertencentes ao Centro de Ciências Exatas e da Terra, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Talvez um dos nossos grandes achados tenha sido o das bases fenomenológicas na vida do estudante universitário para propor o conceito de socialização acadêmica interrompida. Considera-se, para esse conceito, que a evasão geralmente não acontece pela livre escolha do sujeito estudante, mas, ao contrário disso, ocorre por um rompimento progressivo com as condições acadêmicas e sociais de continuidade nos seus estudos. Não idealizamos a possibilidade de um contexto acadêmico imune à evasão no ensino superior: pela complexidade do tema, reconhecemos que não há maneiras fáceis e precisas de se diminuir a evasão, com tratamentos preventivos pontuais às múltiplas causas do abandono em um projeto institucional ingênuo e irrealista. No entanto, consideramos possível desenvolver estratégias que diminuam os índices dessas ocorrências na vida dos estudantes.
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